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USO DE DONS ESPIRITUAIS PARA SERVIR AOS OUTROS E GLORIFICAR A DEUS

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USO DE DONS ESPIRITUAIS PARA SERVIR AOS OUTROS E GLORIFICAR A DEUS

TEXTO BASE: ROMANOS 12:2-8

“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2)

Neste texto, o apóstolo Paulo exorta-nos a não nos conformarmos com o sistema deste mundo, mas a sermos transformados pela renovação do entendimento, para que possamos discernir a vontade de Deus, que é boa, agradável e perfeita. É dentro deste processo de transformação que Paulo introduz o ensino sobre os dons espirituais, revelando que cada um de nós tem um papel essencial no Corpo de Cristo.

Tal como o corpo humano tem muitos membros com diferentes funções e todos são importantes, também na Igreja há uma diversidade de dons, todos úteis e necessários. Cada parte do corpo tem a sua função, nenhuma existe por acaso. Da mesma forma, no corpo espiritual de Cristo, cada crente tem um dom específico dado por Deus. Não há cristão sem propósito. Nenhum dom é pequeno demais, nenhum é irrelevante. Deus concede dons aos Seus filhos com o propósito de que sirvam uns aos outros, edifiquem a Igreja e glorifiquem o Seu nome.

Um dos maiores desafios que hoje enfrentamos no Corpo de Cristo é justamente identificar os dons que Deus nos deu. Muitos irmãos e irmãs vivem frustrados, inseguros ou indiferentes porque não compreendem o que o Senhor colocou nas suas mãos. Em Romanos 12:6-8, Paulo menciona vários dons: profecia, ministério, ensino, exortação, generosidade, liderança, misericórdia. Cada dom deve ser exercido com dedicação, simplicidade, alegria e amor. Estes dons não existem para nossa promoção pessoal, mas para o benefício comum.

Paulo escreve com um objectivo claro o de mostrar que os dons não são ferramentas de exaltação própria. Quando usados com egoísmo, criam divisões e rivalidades na Igreja. Os dons foram dados por Deus para serviço, e não para competição. Como está escrito: “Tendo, porém, diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja segundo a medida da fé…” (Romanos 12:6). Devemos exercer cada dom segundo a medida da fé, com temor e reverência.

Vivemos num tempo em que muitos desejam dons que brilhem aos olhos dos homens, dons visíveis, públicos, aplaudidos. Contudo, há dons silenciosos, como o dom da intercessão, irmãos que, enquanto decorre o culto, estão em oração nos seus bancos, clamando para que a verdade da Palavra seja proclamada. Estes dons podem não ser visíveis, mas são preciosos aos olhos de Deus. Infelizmente, muitos buscam visibilidade e esquecem-se de que o maior no Reino é aquele que serve.

Precisamos compreender que tudo o que temos vem do Senhor, inclusive os dons. Fomos chamados para servir, não para sermos servidos. Seja qual for o dom que temos, devemos exercê-lo com humildade e com um coração voltado para edificar o outro.

A Bíblia também nos adverte quanto ao perigo de exercer um dom sem fé genuína. Em Atos 19:13-16, lemos sobre os filhos de Ceva, que tentaram expulsar demónios em nome de Jesus sem terem um relacionamento real com Ele. O resultado foi trágico. Isto mostra-nos que o dom só tem eficácia se estiver enraizado num relacionamento verdadeiro com Deus.

O Senhor distribui os dons como Lhe apraz. Ele conhece-nos profundamente e sabe qual é o dom que se ajusta ao nosso chamado. No entanto, se não buscarmos intimidade com Deus, dificilmente saberemos o que Ele depositou em nós. Muitos membros do corpo de Cristo têm dons preciosos, mas permanecem inactivos por falta de comunhão. Outros desprezam os dons dos irmãos, quando deveriam encorajá-los a usar o que receberam.

Os dons são como os nossos olhos, permitem-nos ver tudo à nossa volta, mas não conseguimos ver o nosso próprio rosto sem a ajuda de um espelho. Assim também os dons, só se revelam e amadurecem no contacto com os outros. Precisamos uns dos outros. É na comunhão que os dons são testados, fortalecidos e usados para o bem comum.

Se ainda não descobriste qual é o teu dom, aproxima-te de Deus. Busca-O em oração, envolve-te nos ministérios da Igreja, serve com alegria. Os dons não se manifestam na passividade, mas na prática. Deus não desperdiça talentos, mas requer que sejam usados com fidelidade para edificação do Seu povo.

Que o Senhor ajude a Sua Igreja. Que cada um de nós assuma a sua responsabilidade como membro do Corpo, e esteja disposto a servir com o dom que recebeu. Porque os nossos dons só começam a cumprir o seu verdadeiro propósito quando são usados para abençoar os outros, como instrumentos vivos para a glória de Deus.

Por

Pastor Pastor Félix Macequessa

13.07.2025